Irlen em nossas vidas – Relatos

Helena Szczupak

Publicado em 21 de agosto de 2017 por Ana Paula

Bora falar sobre síndrome de irlen?
Quero compartilhar minha experiência sobre, porque 1 em cada 7 pessoas têm e não fazem a mínima ideia, e minha vida mudou quando descobri.
A irlen é basicamente uma condição na qual o nosso cérebro sente mais (texturas, sons, e… luz!). Isso, na éra das lâmpadas led e incandescentes, significa que ele se sobrecarrega para dar conta de toda luz nos ambientes. O resultado? Enjôo, irritação, enxaqueca crônica e dificuldade na leitura. O que isso muda? Tudo.
Minha mãe sempre me chamou de ratinha de biblioteca (no tom mais carinhoso, aliás) porque desde sempre vivi com um livro na mão 24 horas por dia. Isso mudou em 2015, tive um episódio depressivo intenso, e a partir de então, tanto não conseguia ler quanto fazer contas. Foram 2 anos tentando entender o que estava acontecendo até, em uma consulta com fono, vieram as palavras mágicas: Já ouviu falar em síndrome de irlen?
O exame era ler um texto e responder algumas perguntas sobre. Claro que errei todas. Aí que ela botou um papelzinho rosa em cima do texto (quero deixar claro que no meu caso a cor do overlay era rosa): Li uma história completamente diferente. O que mudou? As letras pararam de se mexer. E a notícia melhor ainda: irlen tem solução! Óculos!
Assim, agora escrevo através de lentes roxas. Muita coisa mudou por isso, não só notas ou provas melhores, mas a volta de uma auto confiança que fez muita falta.
Não vou esquecer da primeira vez que botei os óculos e a única coisa que conseguia pensar era em como o céu nunca tinha sido tão lindo.
Compartilho minha experiência porque quase ninguém tem ideia do que é a SI e 1 em cada 7 pessoas têm. Para muitas crianças isso significa não conseguir ser alfabetizadas e passar a vida com uma auto imagem depreciativa. Ainda há uma série de questões a tratar, como os preços nada acessíveis dos óculos, mas a conscientização já é um começo.
O mundo é muito bonito, e todos devem ter direito de vê-lo assim.

Renata Bloomfield

Publicado em 13 de agosto de 2017 por Ana Paula

Renata_MelHoje é um dia muito especial para mim, fui diagnosticada com Síndrome de Irlen.

Se estou feliz? Sim! E muito! Porque sei que cheguei aonde cheguei com muito esforço, e só quem tem sabe como é se esforçar, se dedicar, se frustar, tentar novamente, fracassar, levantar, cair, ouvir piadas, se sentir mal, procurar ajuda psicológica, neurológica, psiquiátrica, fazer exames e dar tudo sempre normal, fazer exames oftalmológicos e novamente, tudo normal.
Se você estuda, se esforça, explica a matéria para seus amigos e o resultado é todos se saem bem na prova e você a pior nota… ou aquela nota que é ok para passar, ou se você é o tipo de pessoa que se distrai quando senta para estudar, o brilho do papel de incomoda, come palavras, as linhas e letras flutuam no papel, tem que ler várias vezes o mesmo texto, tem dificuldades para subir ou descer escadas, procure sobre a Síndrome de Irlen!
A Síndrome de Irlen afeta a vida como um todo, tem tratamento e o portador da síndrome tem necessidades especiais conforme a lei.

Eu perdi muitos anos da minha vida acadêmica por causa da SI, a gente nasce com a SI, eu fiquei reprovada por diversas vezes tanto na escola quanto em cadeiras na faculdade, quem tem e é diagnosticado sabe o quanto a SI pode afetar e atrapalhar a vida da pessoa e o quanto as lentes especiais ajudam a ver o mundo como ele é.
Tive um pouco desse gostinho hoje, confesso que chorei, pela primeira vez ao ver o mundo 3D, de verdade! O mundo real parece um filme! Eu consegui descer uma escada sem me segurar e sem achar que ia cair a qualquer momento! Eu consegui ler rápido! 2 vezes mais rápido que o normal, me senti o the flash!!! Mal posso esperar pelas minhas lentes! Vou devorar meus livros e aquele livro de Clínica Veterinária do Nelson e Couto que brilha… ah… ele que me aguarde… vou ter o maior prazer de lê-lo!!!

#SindromedeIrlen #SI

Fernanda

Publicado em 09 de agosto de 2017 por Ana Paula

IMG_3967Gostaria de compartilhar um momento que estou vivendo agora com meu filho, ele pegou o óculos e fomos ver um filme e ele me disse: – mamãe, mamãe, estou vendo tudo diferente, parece que se meche tudo diferente, é muito bom, parece que estou dentro do filme. Ele disse tão natural.

Eu possuo irlen também mas ainda não uso os óculos, na curiosidade eu peguei os óculos dele e olhei mesmo não sendo o mesmo filtro, pude sentir a diferença muito grande.

Queria compartilhei por que pra mim e pra ele está sendo um momento mágico.

Bárbara

Publicado em 08 de agosto de 2017 por Ana Paula

#Gratidão
Sim, gratidão por ter sido diagnosticada e acolhida no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães e por ter tido a oportunidade de estar no DARV FHolhos. Sim, sou uma pessoa em neuro adaptação constante aos filtros Irlen. E não sou uma pessoa desesperada. Eu já tinha carreira e família constituída. Mas com a intervenção adequada, passei a ter mais conforto em meu dia a dia.
Os benefícios do uso desta tecnologia, os filtros Irlen e do diagnóstico preciso de Dra. Márcia Guimarães, foram muito importantes para que eu pudesse alcançar novos voos e me sentir melhor como pessoa e isso é possível qualquer pessoa ver.
Sou uma pessoa transformada e sou transformadora. E hoje além de compreender melhor quem sou, posso compreender meus filhos e outras crianças com S.I.
Recentemente fui convidada para estudar e trabalhar em outros espaços e estou muito feliz porque estou realizando o sonho de transformar crianças.
#SindromeDeIrlenExisteSim

Kalina

Publicado em 29 de julho de 2017 por Ana Paula

Compartilhando um fato que ocorreu conosco. Um casal de amigos com filhos da mesma idade do meu filho, em determinado momento fui comprar um suporte para os óculos do Gustavinho e expliquei sobre a Síndrome de Irlen (SI) à minha amiga, que desconhecia totalmente o assunto. Ela relatou todo o sofrimento que teve na infância por conta de problemas que nunca tiveram diagnóstico preciso, dores de cabeça e “visões” que tinha, que foram diagnosticados de várias maneiras. Hoje ela tem sérios problemas renais por causa da quantidade de remédios que tomou. Me mostrou o modo como lê, dizendo que pula partes do texto porque não tem interesse em ler tudo. Não gosta de lugares tumultuados. Na hora que fui colocar o suporte nas hastes dos óculos, falei para ela colocar o óculos e ver se mudava alguma coisa, ela colocou e ficou em choque! Disse que estava tudo reto, leu e disse que as letras não pulavam mais. Que parou de dizer aos médicos que as letras pulavam porque eles enchiam ela de remédio. É advogada e economista. Encontrou meios de adaptação para superar as dificuldades, mas a quantidade de remédios que tomou causou problemas graves em sua saúde.

Eliete de Lucca

Publicado em 05 de julho de 2017 por Ana Paula

Sou mãe de um menino de 12 anos diagnosticado com Síndrome de Irlen (SI)! Faz 20 dias chegou o óculos e junto também as provas! Semana passada fui a reunião da escola e fiquei surpresa com os professores, todos falaram da melhora do meu filho depois da chegada do óculos! Todos disseram que parecia outro aluno, mais participativo, interessado, todos estavam muito surpresos com o progresso dele, sei que temos um longo caminho pela frente, mais sabemos que estamos no caminho certo!
Agradeço a Dra Marcia Guimaraes e sua equipe, que me atenderam tão bem, depois da chegada do óculos me esclareceram todas minhas dúvidas!
Queria dizer a todas as mães, que às vezes queremos notas e resultados, mais nessa reunião consegui enxergar além das notas e foi muito gratificante!!

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