Angela e Barbara – 8 anos de luta e sofrimento até a descoberta da síndrome de Irlen.

Meu nome é Angela, sou a mãe da Bárbara com 8 anos de idade e com síndrome de IRLEN. Somos do estado de Minas Gerais.

img_09921Tive uma gestação muito difícil e todo mês uma barreira para vencer.  Bárbara nasceu com 36 semanas,  ficando três dias na incubadora. Logo depois recebemos alta e fomos para casa.

Bárbara chorava muito, foram 4 meses e meio nesta angústia, sem saber o motivo pelo qual ela chorava tanto.

O diagnóstico dos médicos era sempre o mesmo: cólica de recém nascido.

Foi um período muito difícil porque eu trabalhava muito durante o dia e a noite quando chegava em casa, ela chorava eu também.

Barbara tinha nascido com a síndrome de Irlen e não sabíamos, porque ninguém tinha conhecimento desta síndrome e muito menos nós. A família quando chegava para visitá-la, acendíamos todas as luzes da casa e com isso o desconforto que ela sentia, só piorava.

Até que foi se adaptando com esta situação que era tão difícil. Lutando com este desconforto, chorando muito e eu tendo que trabalhar, tive que colocar na escolinha quando ela completou um ano e três meses.

Na escola já foram aparecendo as dificuldades de coordenação motora grossa e fina,  costura,  pular corda, pular amarelinha. Ela não conseguiu fazer nada.

Os anos foram passando e as dificuldades aumentavam cada vez mais.

Quando começou a conhecer letras, misturava tudo. Ela fazia uma confusão que acabei indo buscar ajuda com uma professora particular para ir até minha casa. Mesmo com a professora particular, ela não rendia, perdia o interesse e eu ficava muito nervosa, chegando a brigar com ela porque preferia brincar na aula particular do que prestar atenção.

Todas as etapas foram difíceis para ela.

Nas reuniões de escola, as queixas eram que ela não estava enxergando o quadro (lousa), levamos no oftalmologista e a médica dizia: mãe, a Barbara enxerga melhor do que nós e a Barbara dizendo que não enxergava direito.

A médica disse que quando Bárbara estivesse lendo, eu tinha que levá-la para fazer o exame da síndrome de Irlen, mas Bárbara não dava conta de ler. Assim arrumei outras táticas de ajuda para que ele começasse a ler.

Ela começou a ler com 7 anos e 6 meses, quando marquei com o oftalmologista para nos ajudar a marcar o teste da síndrome de lrlen.

Foi feito o teste com uma screener e o resultado foi positivo, onde foi feito o encaminhamento para o Hospital dos olhos Dr. Ricardo Guimarães em Belo Horizonte, para consulta com a Dra. Marcia Guimarães.

Enquanto aguardávamos a data da consulta, fui orientada a passar em uma neuropediatra que poderia nos ajudar. Esta neuropediatra, receitou a Ritalina LA para a Bárbara tomar. Também indicaram acompanhamento de uma psicopedagoga.

Barbara começou a tomar a Ritalina LA e o efeito foi inverso. Ela se batia nas portas, gritava muito e fica muito agitada e cansada, não parecia minha filha. Não conseguia copiar nada que a professora de sala passava e nem fazer as lições de casa.

Exausta da escola quando chegava em casa, não tinha vontade de fazer nada e eu perdia a paciência, ficava irritada com ela.

Quando o overlay chegou tudo mudou na vida da minha filha. Ela conseguia ler com calma, entender melhor o que estava escrito e quase não ficava mais nervosa.

Em três meses que estava usando o overlay, ela estava com nota C, passou a ter B e fechou o ano com nota A.

Agora é uma felicidade só, sua autoestima melhorou, fomos para Belo Horizonte e fizemos os exames e passamos pela consulta da Dra Márcia que deu o diagnóstico de síndrome de Irlen severa e o tratamento é o uso do óculos com filtro que estamos aguardando chegar.

Ela continuará com os acompanhamentos e com certeza vai suspender a Ritalina LA.

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