Barbara – as conquistas de Malu

Meu nome é Barbara, sou a mãe da Malu Lani que está com 18 anos.

ManuQuando estava na primeira série do ensino fundamental a Malu dizia: “mamãe eu odeio as letrinhas”!!!

Fomos percebendo a dificuldade na leitura, na escrita e na compreensão de texto.

Nos irritávamos com as dificuldades dela, mudamos ela de escola em Foz do Iguaçu para a escola Adventista que tinha um conteúdo mais personalizado e menos denso e essa escola utilizava papel reciclável que ajudou muito.

Levei-a sempre em médicos psicólogos, fonoaudiólogos. Prescreveram Ritalina. Diziam até que eu que precisava me tratar, o que é sempre bom mas…. A escrita dela continuava afetada até a sexta série.

Sempre estudamos junto com ela, especialmente meu esposo que lia para ela as matéria, assim ela conseguia avançar.

Como a Malu sempre ficava desenhando, resolvemos colocá-la numa aula de desenho e o talento dela foi descoberto e a auto estima melhorou muito. Conheci mais a Síndrome de Irlen quando eu fiz o mestrado, pois a minha pesquisa foi em TDAH e levei a Malu para a neuropsicóloga Mariangela que me apoiou muito nas pesquisas e foi feito uma avaliação extensa e se constatou a deficiência visual na Malu.

Chegamos então até a Psicopedagoga Screener Elizabeth Bacini onde deu positivo para a Síndrome de Irlen.

Hoje ela utiliza as estratégias corretas documentadas. E isso permitiu a partir do fim do primeiro ano do Ensino Médio, fazer as provas em mais tempo no Axia onde se formou no Ensino Médio.

Fez o Vestibular da UEM como tendo deficiência visual e pode dispor de mais tempo de prova. Para nossa alegria ela passou em Artes Visuais.

Está no primeiro ano e reprovou em uma matéria apenas, não avisou essa professora para ter mais tempo de prova. Nós ainda lemos a matéria para ela quando tem mais conteúdo e gostamos de apoiá-la comemoramos suas conquistas.

Ela é uma artista, seu forte é no seu ponto diferente, não fraco, na visão. Admiramos a Malu. E esperamos que esse depoimento traga ânimo aos estudantes a irem em frente com seus sonhos.

Minha mãe e provavelmente alguns sobrinhos também tem a Síndrome de Irlen.

Sou médica, Clínica Geral, atuo em Medicina Integrativa e na área de Psiquiatria e pretendo estar cada vez mais apta a levar essa “luz” sobre a Síndrome de Irlen. Isso tem trazido alívio aos estudantes e seus familiares que estavam no “escuro” nessa busca de compensação, na maioria medicalizados. O tratamento da SI com as lentes, dá uma esperança, um reinício a um processo de restauração.

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