Carla – a trajetória de Carina

Meu nome é Carla, sou Mãe da Carina, uma linda menina de 10 anos. Somos do Rio de Janeiro.

Como mãe e psicopedagoga venho desde seus 7 para 8 anos percebendo algumas mudanças escolares e comportamentais de minha filha.

Familia Carla
Carina sempre foi uma criança autônoma, e nas questões escolares nunca me deu trabalho até que no segundo ano do ensino fundamental, a professora me sinalizou sobre as cópias do quadro, pois trocava as letras e pulava palavras.

Após visita ao oftalmologista, o resultado foi negativo,  em relação a visão.
Fiquei observando, e no 3° ano a demanda foi aumentando e as cópias foram ficando cada vez piores, assim como as questões ligadas à atenção.
Como meu esposo possui diagnóstico de TDAH, minha preocupação era perceber que tais queixas poderiam estar relacionadas a um possível diagnóstico, mas como minha filha não apresentava prejuízos escolares, acabei não procurando por um Médico e decidi iniciar um trabalho psicopedagógico com ela.

O tempo foi passando e diante do aumento da leitura e escrita, Carina chegava sempre muito cansada, estressada e sonolenta todos os dias.
E reclamava de dores de cabeça constantes e na escola lhe ofereciam água com açúcar, pois imaginavam que estava querendo fugir das tarefas.
E eu não entendia o que ela sentia.
Depois de visitar tantos médicos oftalmologistas durante 3 anos, sempre ouvi que ela enxergava muito bem. E de fato sim, enxergava! Mas não foram capazes de investigar além do aparente!
Eu sempre me perguntava: Porque ela perdia fluência na leitura? Porque ela buscava ler no escuro? Porque sentia dores de cabeça? Porque a escrita dela no caderno era desorganizada e invertida, pulava linha e frase? Nada disso os oftalmologistas pelo qual ela passou sabiam me dizer até porque não se tratava de uma condição de visão.
Após rastreio feito pela psicopedagoga e screener, foi detectado a possibilidade de TDAH e Síndrome de Irlen, que me fez ver a olho nu as mudanças com o uso da overlay.
Foi duro acreditar, mas após tudo isso fiquei observando as mudanças instantâneas na fluência e compreensão da leitura da minha filha e foi quando ela fez uma prova sem o uso da lâmina e tirou 7.3 e após 15 dias sem que ela estudasse o tema fez a avaliação com a lâmina e tirou 9.5. O que nos mostra um avanço espetacular.

Outras questões ainda precisavam ser tratadas. Fui ao hospital de olhos em Belo Horizonte que possuem uma equipe multidisciplinar e equipamentos específicos para avaliar e foi investigado minuciosamente todas as necessidades de minha filha.

A questão maior é que a disfunção no campo magnocelular causa uma desordem neurossensorial e poucos sabem ou investigam. Após o uso dos óculos (sem grau no caso dela pois possui visão ótima) com filtros espectrais a sobrecarga neurossensorial e os sintomas de minha filha estão sendo a cada dia amenizados.
No que tange as questões neurovisuais está tudo caminhando muito bem.
Agora o próximo passo é buscar compreender as questões da atenção, que este ano cursando o 5° ano do ensino Fundamental, está apresentando queixa relacionada a desatenção.

Agradeço aos profissionais Dr. Ricardo Guimarães, Dra. Márcia Guimarães e toda sua equipe, que se dispuseram a estudar e pesquisar sobre a SI possibilitando que assim como minha filha, tantas pessoas estejam sendo atendidas aqui no Brasil de modo que suas necessidades estejam sendo supridas de alguma forma.

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