Eliete – a vitória de Pedro

Meu nome é Eliete sou mãe de Pedro,  17 anos e foi diagnosticado com Síndrome de Irlen em 2013.Eliete_Pedro

Quando ainda era recém nascido, me separei do pai dele, o qual o abandonou, após algum tempo me casei.

Pedro sempre teve manias que me intrigavam, como assistir o mesmo desenho várias vezes. Ele não gostava de futebol, bicicleta e brincadeiras coletivas em geral, o pior eu tinha que estar do lado dele o tempo todo, para tudo.

Eu imaginava que era por causa do abandono do pai biológico. Aos 3 anos de idade passou por psicóloga. No período escolar da alfabetização foi aos trancos e barrancos e na quinta série, reprovou.

Estava indo à fono mas os resultados esperados não vinham. Mudei de escola e no início do período fui à orientação e passei as recomendações da fono. Mesmo assim não apresentava melhora e a escola indicou uma psicopedagoga, que fez a avaliação nele. A Elizabeth que é screener e psicopedagoga e especialista em neuropsicologia deu o laudo final Síndrome de Irlen moderado ao avançado, com visão periférica reduzida.

Iniciamos com o overlay que apresentou melhoras significativas, mas saber que poderia ter uma visão periférica reduzida, isso não saia de minha cabeça, somente os óculos poderiam solucionar o problema, então dei entrada pelo SUS. Fiz todos os passos e obtive a Vitória em Deus, porque foi sempre nele que depositei minha confiança. Fomos para Belo Horizonte à Fundação Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães e passamos por todo protocolo de exames e atendidos por uma equipe multidisciplinar e pela Dra. Márcia Guimarães. Com os óculos ele é outro aluno, vida social normal. Este ano viajou para Foz do Iguaçu sozinho com amigo. Hoje em dia até livros ele lê, coisa que não fazia.

Por isso insisto com as mães que dêem entrada pelo SUS, só assim vamos conseguir, que o SUS reconheça a Síndrome de Irlen. Porque juntos somos mais fortes.

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