Hérica – a superação de Luiz Fernando

Meu nome é Hérica sou mãe de Luiz Fernando.

Hérica spriafico - Luiz FernandoLuiz Fernando é filho do coração. Quando era bebê tivemos vários sustos. Ele vivia doente, foram feitas várias intervenções, convulsões. Teve meningite bacteriana, catapora, osteomielite óssea no joelho, e laringite estridulosa.

Ele entrou na escola no jardim e foi neste período que começaram a sinalizar as dificuldades. A professora pediu que eu conversasse com ele porque não tinha interesse pelas lições dadas e se arrastava pelo chão.

No pré eu percebi que ele não escrevia o próprio nome e não conhecia as vogais. Eu comentava com a minha mãe e com meu esposo que não era normal, mas todos me diziam que estava tudo bem porque ele era muito novo ainda e que tinha tempo para aprender. Como coração de mãe não dizia isso, levei para uma psicóloga, por causa do comportamento na escola. A psicóloga relatou no laudo que ele era uma criança normal.

Com 7 anos e no segundo ano do ensino fundamental sem ler e escrever e ainda na escola pública, a professora dele em todas as reuniões era muito estúpida comigo me deixando com vergonha, pois meu filho era o único da sala que não sabia ler e escrever. Disse que eu não dava educação para ele, que não o incentiva mesmo sabendo  que ele passava por psicóloga da prefeitura e uma professora particular e mesmo assim ele não acompanhava os alunos.

Foi quando falei para meu esposo: vou procurar uma escola particular. Fui em várias e todas diziam que não tinham vaga para uma criança com dificuldade escolar. Eu saia chorando das escolas porque nenhuma se quer quis conhecer meu filho.

Uma amiga indicou o objetivo de Nova Odessa –  São Paulo. Foi quando as portas do céu se abriram para mim. Eles foram tão atenciosos e marcaram um horário no mesmo dia para eu levar meu filho, pois a fonoaudióloga da escola queria falar comigo e com ele.

Andressa a fonoaudióloga da escola, um amor de pessoa e muito profissional, disse para mim que gostaria que ele fizesse vários exames, que fizesse o processamento auditivo, processamento visual, avaliação psicopedagógica e avaliação neuropsicológica. Fiz todos esses exames e deu que ele tem inteligência limítrofe. Então ele começou as seções para com a neuropsicologa e psicopedagoga. Mesmo assim não estava tendo rendimento escolar. Foi quando me mandaram um vídeo para assistir de uma advogada falando da filha dela que foi diagnosticada com a síndrome de irlen.

Nossa! Parecia que o céu estava caindo sobre a minha cabeça, porque meu filho tinha praticamente todas as características e sintomas: enjôo, vômito, dor de cabeça, tonturas na escola, falta de ar, dor na barriga.

Ele tinha estes sintomas toda semana. Pelo menos 2 a 3 vezes na semana tinha queHérica spriafico - Luiz Fernando 1 busca-lo mais cedo porque estava vomitando e com dor de cabeça. Eu comecei a chorar e a me perguntar: Porque ninguém me disse sobre a Síndrome de Irlen (SI)?

Bateu um remorso enorme, pois eu o colocava de castigo, e na verdade ele tinha era dificuldade. Conversei com a psicopedagoga dele, e a mesma me disse que desconfiava que ele tinha a (SI) mas não queria me preocupar porque estava muito cedo para levá-lo para Belo Horizonte, na  Fundação Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães referência do Brasil, porque só a dra. Márcia Guimarães faz o diagnóstico.

Eu fui para minha casa, comecei a pesquisar tudo, sobre a SI. Então mandei mensagem para a Fundação Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães. Eles me ligaram no dia seguinte conversei com a secretária da dra. Márcia Guimarães e agendei o exame para o dia 5 e 6 de julho. Fomos para Belo Horizonte e fizemos todos os exames. No final do dia o oftalmologista me chamou e disse que teria que fazer mais um exame que não estava incluso, pois descobrimos que ele tem glaucoma além da SI severa. Chorei horrores, mas ao mesmo tempo estava aliviada pois já sabia como ajudar meu filho.

Então encomendamos os óculos, e quando chegou e meu filho colocou, saiu por toda a casa olhando tudo, cada canto, cada coisinha, e eu perguntei está tudo bem filho?

Ele veio até a mim e ficou olhando para meu rosto e disse: – sim mamãe agora está tudo bem.

Eu disse porque?

Ele me respondeu: – não sei te explicar, mas você está diferente, está muito mais bonita.

Eu chorei, não imaginava como ele enxergava. Ele via tudo distorcido, as imagens, as pessoas, e as letras que pulavam do caderno.

Hoje eu nem peço para ele colocar os óculos, ele acorda vai ao banheiro e já coloca os óculos, é outra criança.

A síndrome de irlen não tem cura, mais tem tratamento.
#superandoasdificuldadesjuntos#
Síndrome de irlen existe sim.

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