Taís – Terapeuta Ocupacional – Como foi descobrir que tenho Síndrome de Irlen

Tenho a SÍNDROME DE IRLEN (SI) SEVERA. Talvez vocês estejam pensando, ela está orgulhosa de ter essa síndrome? Por que ela está dando ênfase a isso?

BLCT3691Desde criança tive problemas com enxaqueca, vômitos, me privava de brincar no parque a luz do sol.

Lembro que muita das vezes só observava os outros brincarem e me percebia diferente. Inúmeras injeções e noites em observação no hospital. Fui a vários oftalmologistas que não relatava nada de errado na minha visão.

Neurologistas que não encontravam a causa da minha enxaqueca, e chegaram à conclusão de que não tinha o que fazer para evitar, só tomar remédio para dor e náusea (eu tinha que conviver com a bendita a vida toda).

Lembro-me também de não gostar de ler na frente das outras crianças porque elas liam sempre melhor, mesmo que eu me esforçasse para tal atividade, das inúmeras vezes que fiquei em recuperação e de meus esforços para prestar atenção na aula.

Infelizmente, na minha adolescência deixei o inglês (era muito difícil pra mim na época) e dei a desculpa de não querer fazer porque não achava interessante (quando mais uma vez estava maquiando as minhas dificuldades ).

Mas nunca é tarde! Depois de 12 anos voltei aos estudos de inglês. Me sentia muito diferente por sempre ter o desejo de aprender e ao mesmo tempo ter que ajustar o meu corpo para isso (sonos intermináveis, náuseas e dores de cabeça constantes).

Fui apelidada quando criança de calibre 38, pois tinha 38 tarefas atrasadas 😂😂😂 (hoje compreendo os mecanismos de defesa do meu corpo). Até hoje eu achava que era normal ver flashes, brilhos entre outras coisas na leitura. É sério que você não vê o que eu vejo? 😂🤔 Serei eternamente grata a Deus por mesmo com a Síndrome de Irlen Severa me possibilitou chegar aonde estou em relação aos estudos, as experiências profissionais e pessoas especiais em minha vida que me possibilitaram chegar o dia de hoje.

Deus sempre sabe o que é melhor e é maravilhoso ter a vida direcionada por Ele. Hoje, com o resultado, fico feliz em responder vários questionamentos. E mais uma vez vejo como oportunidade Divina fazer a diferença na vida dos outros.

Recebi mais que um título de Screener da Síndrome de Irlen (posso fazer os testes em outros), mas uma nova Missão. Grata a Dra Alline Ramos (oftalmologista topástica, mais que uma colega de trabalho, uma grande motivadora), aos Drs Ricardo e Marcia Guimarães por trazerem pesquisas e tratamento para o Brasil e ter como missão melhorar a vida dessas pessoas. Nova Lima, Brazil.

[descrição da imagem: foto da Terapeuta Ocupacional de Maceio, Taís, no curso DARV, com Dra Marcia e Dr Ricardo Guimarães]

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